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EXECUÇÃO LEGITIMIDADE PLURAL SUCESSORES LEGATÁRIOS DO EXECUTADO REQUERIMENTO EXECUTIVO DESPACHO DE APERFEIÇOAMENTO
Tribunal da Relação de Lisboa · 17 Novembro 2022
Proc. 19480/21.4T8SNT.L1-8 · CRISTINA LOURENÇO
1. Na ação executiva a legitimidade tem representação formal no título e afere-se, por isso, em função dele (cf. art.º 53º, do Código de Processo Civil). 2. Mas tal regra geral comporta desvios. Em caso de sucessão na obrigação por morte do devedor verificada antes da instauração da ação executiva, esta deve ser desde logo intentada contra os sucessores daquele, sem necessidade de recurso ao incidente de habilitação, recaindo sobre o exequente o ónus de alegar no requerimento executivo os fact…
ESCRITURA PÚBLICA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE VERDADE BIOLÓGICA ORDEM PÚBLICA INTERNACIONAL
Tribunal da Relação de Lisboa · 17 Novembro 2022
Proc. 2014/22.0YRLSB-8 · MARIA DO CÉU SILVA
1 - A declaração do requerente J… numa escritura pública perante uma autoridade administrativa estrangeira não está abrangida pela previsão do artigo 978º nº 1 do CPC, pelo que não pode ser revista e confirmada. 2 - Rever escritura de reconhecimento da paternidade conduz a um resultado manifestamente incompatível com princípio da ordem pública internacional do Estado Português - o princípio da verdade biológica -, pois o reconhecimento da paternidade por escritura pública é um reconhecimento v…
TAXA DE JUSTIÇA OMISSÃO DE PAGAMENTO PAGAMENTO MULTA PAGAMENTO ATÉ AO INÍCIO DA AUDIÊNCIA PRODUÇÃO DE PROVA
Tribunal da Relação de Lisboa · 17 Novembro 2022
Proc. 10624/19.7T8LRS-C.L1-8 · LUÍS CORREIA DE MENDONÇA
De uma interpretação conforme a constituição e também conforme o Direito da União Europeia da proposição normativa do artigo 14.º, 4 do Regulamento das Custas Processuais resulta que a taxa de justiça subsequente e a multa podem ser pagas (e demonstrado o seu pagamento) até ao início da audiência de julgamento.
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PENSÃO DE ALIMENTOS ALIMENTOS A FILHOS MAIORES CESSAÇÃO ALIMENTANDO COM DEFICIÊNCIA
Tribunal da Relação de Lisboa · 17 Novembro 2022
Proc. 9521/05.8TBCSC-B.L1-8 · LUÍS CORREIA DE MENDONÇA
1. A pensão fixada em benefício de um filho durante a menoridade mantém-se para depois da menoridade e até que complete 25 anos de idade. 2. A cessação da obrigação de alimentos a cargo do pai está dependente de acção a propor por este, baseada nalguma das seguintes circunstâncias: a) que o processo de «ocupação educacional» concluiu-se antes dos 25 anos de idade; b) que tal processo foi livremente interrompido pelo filho; c) que a exigência de alimentos não é razoável. 3. Em relação às pe…
INEPTIDÃO DA PETIÇÃO INICIAL
Tribunal da Relação de Lisboa · 10 Novembro 2022
Proc. 1247/21.1T8AMT.L1-2 · LAURINDA GEMAS
I - É inepta a Petição Inicial em que o Autor, com vagas e confusas alegações de facto e de direito, ainda que complementadas pelos documentos juntos, peticiona a condenação da Ré a indemnizá-lo, alegando, em suma, que um determinado banco, que veio entretanto a ser adquirido e a fundir-se com aquela, intentou contra si, em 2005, uma execução, fundada no incumprimento de contrato de mútuo com hipoteca do veículo cuja aquisição foi financiada,  vindo a ser aí paga a dívida e a exequente a proce…
PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM CONTRATO RESOLUÇÃO DIREITOS DOS SÓCIOS
Tribunal da Relação de Lisboa · 10 Novembro 2022
Proc. 2144/21.6T8CSC-A.L1-2 · MARIA JOSÉ MOURO
I - Muito embora, a declaração de resolução do “Project Management Agreement” (PMA) levada a cabo pela requerida, possa ter efeitos sobre as “Matérias Reservadas” consignadas no “Acordo Parassocial”, aquela declaração de resolução não implica com as “Matérias Reservadas” referidas nos arts. 8, nº 2 e 19,  nº 2 do contrato de sociedade da requerida, as quais permanecem como tal por aplicação do pacto social. II – Surge-nos, por um lado, o acordo parassocial celebrado entre os sócios da requerid…
CASO JULGADO AUTORIDADE DE CASO JULGADO
Tribunal da Relação de Lisboa · 10 Novembro 2022
Proc. 3449/14.8TBCSC-H.L3-2 · NELSON BORGES CARNEIRO
I – Na expressão caso julgado cabem, em rigor, a exceção de caso julgado e a autoridade de caso julgado, muitas vezes designadas, respetivamente, como a “vertente negativa” e a “vertente positiva” do caso julgado. II – A exceção de caso julgado não se confunde com a autoridade do de caso julgado; pela exceção, visa-se o efeito negativo da inadmissibilidade da segunda ação, constituindo-se o caso julgado em obstáculo a nova decisão de mérito; a autoridade de caso julgado tem antes o efeito posi…
COMUNICAÇÃO PARA PREFERÊNCIA CONTRATO PROMESSA
Tribunal da Relação de Lisboa · 10 Novembro 2022
Proc. 4354/20.4T8ALM.L1-2 · NELSON BORGES CARNEIRO
I – O sistema clássico de formação do contrato assenta num diferente posicionamento das partes, tomando uma delas a iniciativa do negócio, mediante a proposta, e manifestando a outra a sua conformidade com a mesma: aceitação. II – Diz-se proposta a declaração pela qual uma pessoa manifesta a outrem a sua intenção de celebrar determinado negócio, destinada a integrar o correspondente conteúdo, se ele vier a concretizar-se. III – A comunicação do obrigado à preferência, contendo todos os element…
CONTRATO PROMESSA SEGUNDO CONTRATO AUTORIDADE DO CASO JULGADO INCUMPRIMENTO CULPA BILATERAL
Tribunal da Relação de Lisboa · 03 Novembro 2022
Proc. 16697/19.5T8LSB.L1-8 · LUÍS CORREIA DE MENDONÇA
1. A celebração de um segundo contrato-promessa de compra e venda com eficácia real é um elemento objectivo, claro no sentido da vontade da promitente vendedora em não cumprir o contrato anteriormente celebrado, o que revela ter havido incumprimento definitivo por parte desta. 2. Tendo havido previamente uma acção de execução específica desse primeiro contrato-promessa, julgada improcedente, com fundamento que a execução específica pressupõe a mora e que a promitente vendedora tinha incumpri…
ADMINISTRADOR DE INSOLVÊNCIA ACTUAÇÃO ILÍCITA RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL ACÇÃO PROPOSTA PELO LIQUIDATÁRIO LEGITIMIDADE PARA DEMANDAR
Tribunal da Relação de Lisboa · 17 Novembro 2022
Proc. 305/19.7BEALM.L1-8 · TERESA SANDIÃES
Tem legitimidade para demandar o administrador da insolvência, por responsabilidade extracontratual, a devedora (sociedade insolvente) e os credores, nos termos do disposto no art.º 59º do CIRE, norma especial que prevalece sobre o regime geral, pelo que quer o liquidatário como o depositário da sociedade insolvente carecem do referido pressuposto processual.
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